SEGUNDA FEIRA, 11 DE DEZEMBRO DE 2017

Goiás confirma cinco casos de H1N1
Data de publicação: 28 de março de 2016 - 18:02


A Secretaria da Saúde de Goiás (SES) confirma cinco casos de influenza A/H1N1, sendo um em Acreúna, e os outros quatro em Rio Verde, com a morte de uma adolescente de 17 anos. “Desde que recebemos esse alerta, estamos trabalhando com os municípios para dar assistência aos doentes e evitar novos casos”, afirma a superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Maria Cecília Brito.

Nessa semana, a SES recebeu a informação de 20 novos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em oito municípios goianos. Uma das causas da SRAG é o vírus da influenza. A SES, portanto, investiga agora se esses casos de SRAG estão relacionados à influenza. Os casos aconteceram nos municípios de Rio Verde (12 casos), Catalão (dois casos), Acreúna (um caso), Quirinópolis (um caso), Cachoeira Alta (um caso), Goiânia (um caso), Aparecida de Goiânia (um caso) e Santa Helena (um caso).

Os exames laboratoriais confirmaram que a SRAG foi causada por influenza A/H1N1 em quatro pacientes de Rio Verde e em um paciente de Acreúna. Nos outros casos, ainda são aguardadas os resultados dos exames. Maria Cecília explica que, nos casos de influenza, o protocolo do Ministério da Saúde recomenda a realização de exames apenas em pacientes graves, que estão internados.

A superintendente afirma que o vírus influenza A/H1N1 está circulando no Brasil e a orientação é para que quem apresentar sintomas como febre alta de início repentino, acompanhada por tosse, dor de garganta, dores musculares, dor de cabeça e mal estar intenso, procure um posto de saúde. O médico avaliará o caso, de acordo com o protocolo de tratamento da gripe recomendado pelo Ministério da Saúde, podendo prescrever de imediato o Tamiflu. “Esse é o procedimento padrão orientado pela Organização Mundial da Saúde”, diz.

Videoconferência
Neste domingo, dia 27, representantes da Saúde estadual, municipal de Rio Verde, da Agricultura e da Agência Goiana de Agropecuária (Agrodefesa) participaram de videoconferência para traçar estratégias de enfrentamento da doença. O núcleo de vigilância epidemiológica de Rio Verde organizou a vacinação de profissionais da saúde e de grupos prioritários (crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes; puérperas; população privada de liberdade; e pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais).

A SES alerta que a vacinação da população de Rio Verde é uma estratégia diferenciada e não uma antecipação da campanha 2016. Deverão se vacinar somente pessoas dos grupos prioritários que ainda não tomaram a dose da vacina em 2015. “Pessoas que fazem parte desses grupos devem tomar a vacina, novamente, na campanha de 2016, que acontecerá de 20 de abril a 30 de maio. O intervalo entre as duas vacinas deve ser de no mínimo um mês”, esclarece Maria Cecília.

Providências
A SES enviou para Rio Verde medicamentos específicos para o tratamento da doença (Tamiflu). O Hospital de Urgências da Região Sudoeste (Hurso) disponibilizou leitos de isolamento para internação e UTI, caso seja necessário. O Lacen-GO recrutou técnicos para a realização de exames coletados e foi criado um acesso regional geograficamente para mapear os casos suspeitos, notificados e confirmados de H1N1. Também serão realizadas capacitações de médicos para identificação de sintomas e prescrição de tratamentos adequados aos pacientes.

A Agrodefesa visitou propriedades de Rio Verde e descartou o contagio de influenza A em suínos. “Vamos continuar monitorando os animais a fim de identificar qualquer problema”, afirma o presidente da Agrodefesa, Arthur Toledo.

Números
A SES recebe a notificação compulsória da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que é um quadro clínico caracterizado pela presença da síndrome gripal associada a pelo menos um dos seguintes sinais e sintomas: dispneia, desconforto respiratório, piora nas condições clínicas das doenças de base e pressão baixa. Essa síndrome é causada por diversos agentes, entre eles, o vírus da influenza, e dentre esses, o H1N1.

No ano de 2015, Goiás notificou 328 casos de SRAG, sendo 64 óbitos. Dos 37 casos de SRAG por influenza, 12 foram encerrados como influenza B, com 3 óbitos; 23 casos como influenza A/H3N2, com 7 óbitos; um como Influenza A não subtipado, com 1 óbito; um de H1N1, com 1 óbito.

Mais informações: (62) 3201-3811/3816






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