SEXTA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2017

Hospital de Dermatologia Sanitária será referência no cuidado da saúde do idoso em Goiás
Data de publicação: 14 de junho de 2017 - 7:30


HDS: mudanças contribuem para evolução de novo perfil de atendimento da unidade

HDS: mudanças contribuem para evolução de novo perfil de atendimento da unidade

Por Maria Antonieta Toledo

Fotos: Ascom Agir

Retrato de quando funcionava como Colônia Santa Marta

Retrato de quando funcionava como Colônia Santa Marta

Desde que deixou de ser a Colônia Santa Marta, o Hospital de Dermatologia Sanitária (HDS) avançou consideravelmente nas abordagens terapêuticas oferecidas à população, via Sistema Único de Saúde (SUS). Há três anos e meio, a unidade é administrada pela Organização Social Agir, em uma parceria de gestão compartilhada com a Secretaria da Saúde. De seu passado de isolamento de pacientes portadores de hanseníase, pouco restou. Mas a sua história e o compromisso com os pacientes moradores do local têm sido resgatados e aprimorados com os recentes investimentos promovidos.

 Resgate histórico

Até a década de 80, a antiga Colônia Santa Marta era mantida pelo Governo de Goiás como uma área de isolamento de pacientes portadores da hanseníase. Com poucos recursos e tratamento ineficaz, a doença era tratada com esse caráter de quarentena permanente, ou de internação compulsória. Neste período, a Colônia recebeu inúmeros pacientes, de diversas idades.

De 1986 em diante, os avanços da medicina levaram ao desenvolvimento do tratamento adequado à doença, por via medicamentosa, controlando tanto a sua evolução como a transmissão. Com a disseminação do tratamento, que hoje é totalmente oferecido pela rede básica de saúde, gratuitamente, a Colônia perdeu a sua real função. A maior parte dos pacientes foi reinserida socialmente, no entanto, aqueles que haviam perdido seus vínculos familiares ficaram à mercê do Estado e de seus cuidados.

Segundo conta a diretora técnica do HDS, Mônica Ribeiro Costa, hoje 22 pacientes, na faixa etária dos 70 anos encontram-se nesta situação e estão recebendo todos os cuidados pertinentes às seqüelas sofridas na época em que não existia o tratamento adequado. “Temos uma dívida histórica com esses pacientes, que por longos anos foram mantidos à margem da sociedade. Hoje concedemos respeitosamente nossa atenção, cuidados e procuramos promover ações de socialização e lazer a eles”, defende a diretora.

Encontra-se com 90% de conclusão a construção de uma nova casa para abrigá-los, custeada pelo Governo de Goiás. A moradia conta com 22 apartamentos completos (suítes), área comum composta por estar, refeitório e um posto de enfermagem. “Estamos na fase de aprovação de recursos para equipar o novo lar, que vai oferecer maior conforto e dignidade a esses pacientes moradores”, evidencia Mônica.

Readequação e reforma completa das alas permitiu adaptar os Ambulatórios de Especialidades Médicas

Readequação e reforma completa das alas permitiu adaptar os Ambulatórios de Especialidades Médicas

Novo perfil de atendimento

IMG_2773Conforme frisa a diretora técnica, Mônica Costa, o foco do trabalho do HDS nos dias de hoje não é mais o tratamento da hanseníase, visto que essa abordagem terapêutica foi concentrada na rede de atenção primária. Com isso, a unidade evoluiu para o atendimento ambulatorial de uma série de especialidades, onde se destacam a geriatria, odontologia, ortopedia, oftalmologia, dermatologia, endocrinologia, psiquiatria e cardiologia. Para ter acesso às consultas é preciso ser encaminhado pela rede básica de saúde. Exames como eletrocardiograma são oferecidos pela unidade. Mas todos os demais solicitados pelos médicos são encaminhados pelo próprio profissional. “Nossos médicos emitem o vale exame para ser feito em uma unidade do SUS, bem como também oferecem o encaminhamento para cirurgias quando são necessárias”, explica.

Em média, são realizadas mais de 3.500 consultas por mês, mobilizando a atividade de quase 300 funcionários. “Somos uma grande central de consultas e de grupos específicos de atendimento”, pontua Mônica.

Hoje, a unidade mantém um serviço ambulatorial de feridas crônicas que funciona todos os dias da semana, incluindo sábado e domingo. O público é composto por pessoas acometidas por comprometimentos causados por diabetes, a própria hanseníase, ou doenças vasculares que comprometem a irrigação de membros. “Temos uma equipe especializada nesses cuidados. Cerca de 70 pacientes são atendidos diariamente para a troca de curativos”, calcula a diretora.

Melhorias realizadas e previstas

Ao assumir a gestão do HDS, a Agir promoveu uma série de melhorias para melhor adaptar a antiga colônia ao novo perfil de atendimento proposto. Foi necessário fazer a reforma completa de todas as áreas ambulatoriais, promover a climatização dos ambientes, informatização dos processos e ampliação dos laboratórios, como o ginásio de fisioterapia. Os ambulatórios de especialidades médicas, o de feridas crônicas e a casa viva, onde são realizados os atendimentos de terapia ocupacional e de psicologia, ganharam maior funcionalidade.

Um antigo pavilhão foi readequado para receber os moradores enquanto aguardam a construção do novo lar. E a unidade ganhou um verdadeiro ginásio de fisioterapia, plenamente equipado com artigos necessários para oferecer atendimentos diários. “Reformamos o prédio e contratamos outros cinco fisioterapeutas e um terapeuta ocupacional. Antes, apenas um fisioterapeuta cuidava dessa área. Investimos no capital humano e na infraestrutura”, declarou.

Um segundo passo a ser dado na unidade é a construção do Hospital do Idoso, anunciado como uma das metas do Governo de Goiás. “A Secretaria da Saúde determinou que nosso principal foco seja nos cuidados necessários com o avançar da idade”, anuncia a diretora. O projeto arquitetônico deste novo empreendimento está em fase de aprovação.

Enquanto isso, a unidade já está atuando na formação de sua equipe para desenvolver esse olhar mais aprimorado sobre a essa faixa etária. Quatro geriatras buscam compartilhar com a equipe as particularidades do tratamento voltado para pessoas idosas. “Estamos compondo equipes multidisciplinares com esse foco, estamos promovendo o intercâmbio de conhecimento entre eles”, anunciou.

Com esse objetivo foi criado o grupo de avaliação geriátrica, onde todos os profissionais de saúde envolvidos atuam para a definição de um plano terapêutico adequado para ser aplicado nesta faixa etária.

Mais informações: (62) 3201-6401






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