SEGUNDA FEIRA, 11 DE DEZEMBRO DE 2017

Paciente é pedido em casamento na UTI do Hugol
Data de publicação: 7 de dezembro de 2017 - 12:05


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Paciente na UTI do Hugol é pedido em casamento. Fotos divulgação

Paciente na UTI do Hugol é pedido em casamento. Fotos divulgação

Durante a visita da Unidade de Terapia Intensiva do Centro de Referência em Assistência a Queimados do Hospital Estadual de Urgências da Região Noroeste de Goiânia Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), Diúlli Fernanda realizou uma surpresa para o paciente Wanderley Cairo de Faria: levou um par de alianças para pedi-lo em casamento. Wanderley, mesmo em estado grave e respirando por aparelhos, demonstrou grande emoção e aceitou o pedido.

Diúlli conta que já moram juntos e têm uma filha de seis anos e que está grávida do segundo filho. Após a explosão no local de trabalho do noivo, ela não pensou duas vezes e sentiu que era hora de formalizar a união que já completa quase uma década. “Pedi ele em casamento porque ele é o amor da minha vida e é a pessoa com quem quero envelhecer junto – ele foi um presente na minha vida”, relata.

A moradora de Rio Verde, no sudoeste goiano, complementa: “Esse é um momento muito delicado para nós. Tudo aconteceu tão de repente, em um momento em que estávamos muito felizes, pois tínhamos descoberto minha gravidez recentemente, então decidi pedir ele em casamento pra mostrar o quanto eu o amo e provar pra ele que não importa o jeito que ele esteja – eu o amo e quero viver o resto da minha vida com ele”.

A psicóloga hospitalar do Hugol, Giselli Batista Alvez, explica que “isso mostra que a UTI também é recomeço, uma oportunidade de construir novos sonhos. Esse acontecimento trágico foi um gatilho para que eles realizassem esse desejo, tirando o foco do adoecimento para possibilitar a melhoria psicossocial do paciente e de toda a família”. Quanto ao hospital, Diúlli afirma: “Está sendo um excelente atendimento: estamos sendo muito bem tratados, recebendo todo o suporte necessário. Todos são muito atenciosos, uma ótima equipe”.

Mas e o grande dia? A noiva, ansiosa pelo casamento, disse que acontecerá “assim que ele estiver em condições de poder assinar os documentos. Se demorar pra ele sair do hospital, a cerimônia pode ser na unidade mesmo – será um prazer me casar com todos os profissionais de saúde como testemunhas”.

A noiva narra que o que tem aprendido com tudo isso é que “às vezes não damos valor nas pequenas coisas da vida como um ‘bom dia’, um ‘eu te amo’; passamos tanto tempo reclamando das coisas que esquecemos de perceber o quanto é bom estar ao lado das pessoas que a gente ama. Às vezes esquecemos de agradecer a Deus pelas pequenas coisas do dia, pelo simples fato de poder acordar todos os dias e ter o privilégio de ver o sol brilhar. Esquecemos que nas pequenas coisas está a grande diferença de ser feliz”.

Assessoria de Comunicação do Hugol






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